Saúde, Ética & Justiça. 2007;12(1/2):15-21.
Ana Gabriela da Silva Kohatsu, Fernanda Shimabukuro
Gilka Jorge Fígaro Gattás
Utilização dos testes de mutagenicidade para a
avaliação de exposição ocupacional
A genética toxicológica tem como objetivo detectar e entender a ação de substâncias genotóxicas sobre o organismo. Esta especialidade da genética avalia as agressões que o DNA e os sistemas reguladores celulares sofrem, bem como as estratégias para se defender ou corrigir as falhas ocasionadas. O DNA é molécula estável que pode ter suas sequências de bases alteradas gerando uma mutação que poderá ser herdável. Além das mutações, os rearranjos cromossômicos também podem alterar o DNA. As mutações podem ser gênicas quando envolvel bases púricas ou pirimídicas, ou cromossômicas quando sofrem alterações na estrutura ou no número dos cromossomos. Agentes físicos, químicos e biológicos causam essas alterações,estão incluídos os fármaco, ondas eletromagnéticas, antibióticos, conservantes alimentares, substâncias que afetam o sistema nervoso central, pesticidas, vírus e alguns protozoários. O câncer é considerado uma doença genética que se manifesta pelo acúmulo de mutações no DNA no decorrer de um espaço de tempo, quase sempre longo. O acúmulo de alterações no material genético da célula depende de vários fatores endógenos como sexo, idade e constituição genética. E depende também de fatores externos como hábitos de consumo, alimentação, uso de medicamentos, exposição a químicos, entre outros. Nesse sentido, as exposições ocupacionais podem atuar como agentes silenciosos na indução de danos no DNA, sendo crescente, por exemplo, o número de processos produtivos que são considerados potencialmente cancerígenos, ou seja, atividades nas quais observase o desenvolvimento, em excesso, de câncer entre os trabalhadores que as exercem. Além das exposições ocupacionais, os hábitos de consumo como ingestão de bebidas alcoólica,. Utilização dos testes de mutagenicidade para a avaliação de exposição ocupacional. tabagismo, drogas ilícitas e medicamentos, além da dieta, parecem influir na incidência de aberrações cromossômicas. Desde a Antiguidade, há relações entra trabalho e saúde-doença. Estudos de biomonitoramento em populações humanas, expostas ambiental e/ou ocupacionalmente a altos níveis de misturas complexas de poluentes aéreos urbanos demonstram um risco genotóxico em humanos com a formação de adutos de DNA e conseqüentemente, incidência aumentada de danos cromossômicos. Estudo epidemiológico demonstrou que pessoas moradoras de áreas urbanas possuem um risco aumentado de câncer de pulmão quando comparadas às que moram fora das áreas metropolitanas, devido a grande quantidade de impurezas que são inaladas do ar. Dentre as ocupações com possíveis riscos à saúde inclui-se a de motoristas de ônibus, pois estes profissionais frequentemente relatam dores nas costas, doenças pulmonares, alergias e hipertensão, entre outras. Especialmente sujeitos às complicações de saúde estão os motoristas de grandes cidades como São Paulo, diariamente expostos à poluição, principalmente compostos químicos resultantes da emissão de veículos automotivos. Entre esses compostos está o benzeno, substância capaz de formar adutos e danos no material genético, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer. Em trabalho realizado com 24 motoristas de ônibus da cidade de São Paulo, utilizando-se o teste do micronúcleo observou-se uma freqüência de células anormais maior, que a encontrada no grupo considerado como controle, de 13 motoristas de ônibus afastados da função. Apesar do número reduzido de indivíduos, os resultados parciais dessa pesquisa, realizada com pacientes em atendimento no Serviço de Saúde Ocupacional do HCFMUSP, sugerem a ampliação desse projeto para avaliação da possível inclusão de protocolos de acompanhamento periódico desses profissionais.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
9) Divulgação de vídeos dos colegas
1) Ismael Luna(Turma 106.1)http://ismaelluna.blogspot.com/2011/05/projeto-genoma-humano-atividade-6-da.html
2)Ádria Riviery ( Turma 106.1)http://adriarivieryodontologia.blogspot.com/2011/05/blog-post_31.html
3)Letícia Furtado(Turma 106.1)
4)Vivian Macedo
5)Rayssa Mendonça (Turma 105.1)
6)Ícaro Meneses (Turma 106.1)http://icaromeneses.blogspot.com/2011/05/gincana-genetica-tarefa-6-legendar-um.html
7)Valdemir Silva (Turma 305.1)
9)Lorem Krsna ( Turma 106.1)
http://filhotedefauchard.blogspot.com/2011/05/video-de-replicacao-de-dna.html
http://filhotedefauchard.blogspot.com/2011/05/video-de-replicacao-de-dna.html
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
GINCANA - Visita à APAE
"Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar."
Nessa quinta-feira, dia 19 de maio, a turma 106.1 de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio foi fazer uma visista a APAE. Esta, é uma organização civil sem fins lucrativos que ao longo da sua historia tornou-se referência nacional em atendimento a pessoas com defici~encia intelectual, em todas as fases da vida, do nascimento ao envelhecimento. Atua nas áreas de saúde, educação, direito, pesquisa e desenvolvimento tecnológico com foco na prevenção de doenças e na inclusão de pessoas com deficiência intelectual, incentivando o desenvolvimento das habilidades e da autonomia de cada indivíduo. Possui uma equipe de profissionais qualificados que desempenham as demais tarefas. Foi uma experiência única e emocionante.
Tivemos uma belíssima recepção, caracterizada por muita dança e animação, em seguida, fomos conhecer de perto as salas e as crianças. É um ambiente agradável e espaçoso, possui salas de brinquedoteca, salas de artesanato, música, teatro, pintura e outras. O companherismo e o amor de cada um transmite paz e nos faz enxergar como a vida pode ser linda apesar das dificuldades. Eles nos servem de exemplo e mostra o quanto são felizes mesmo tendo algum tipo de deficiêcia. Percebemos também que nenhum é incapaz de nada em relação às outras pessoas, todos têm sua capacidade dentro de suas condições físicas e mentais.
A visita foi feita com a ajuda do professor Francisco.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Gincana - Artigo 2
Rev. Bras. Anestesiol. vol.58 no.1 Campinas Jan./Feb. 2008
Marcius Vinícius M. Maranhão, TSA
Síndrome de Turner e anestesia
A Síndrome de Turner foi descoberta em 1938. É causada por alterações sexuais em cromossomos de indivíduos com fenótipo feminino, com cariótipo 45,X ou alterações estruturais no segundo cromossomo X. Geralmente é decorrente de uma disfunção meiótica paterna no cariótipo 45,X, já o cromossomo X, geralmente é de origem materna. A ST apresenta uma incidência de apenas 1 em 2.500 a 3.000 meninas nascidas. Há cerca de 16.000 mulheres afetadas no Brasil. A principal característica dessa síndrome é a baixa estatura, por isso, os afetados fazem uso de hormônios, como o oxandrozona, à base de estrógeno. O uso prolongado desse hormônio pode causar aumento da resistência à insulina e da pressão arterial. Pescoço curto e largo, pele redundante na nuca, limitação grave da mobilidade cervical, palato alto, orelhas proeminentes com implantação baixa, hipoplasia maxilar e mandibular também são características da ST. Há também alterações cardíacas como coarctação da aorta, valva aórtica bicúspide e estenose aórtica. O tamanho da traquéia é menor e a bifurcação traqueal pode situar-se na altura da articulação esternoclavicular, quando o normal seria situar-se no nível da segunda vértebra torácica. A maioria possuem inteligência normal e alguns possuem reyardo mental. Depressão e convulsões podem estar presentes. É comum a doença celíaca, doenças da vesícula biliar, esteatose hepática, alterações da coagulação e aumento das enzimas hepáticas. Disgenesia gonadal com ausência de caracteres sexuais secundários é um sinal característico da ST, as mamas são hipodesenvolvidas, a vagina e o útero podem estar ausentes ou hipo e mal desenvolvidos e a amenorréia primária e esterilidade são características dessas pacientes. Pregas epicânticas, estrabismo, ptose palpebral, catarata e nistagmo não são raros, infecções auditivas de repetição e surdez pode aparecer. É importante informar ao anestesiologista as alterações anatomofisiológicas mais frequentes e suas repercurssões no ato anestésico-cirúrgico. A paciente com ST pode ser considerada portadora de via aérea difícil, devendo ser feita uma avaliação rigorosa da mesma durante a avaliação pré-anestésica. É importante disponibilizar, durante as manobras de intubação traqueal, máscara laríngea, fibroscópio e material para abordagem cirúrgica da via aérea. É necessário realizar um ecocardiograma pré-operatório ou um teste de estresse para afastar a presença de alterações do sistema cardiovascular. As técnicas de anestesia geral ou regional parecem ser seguras nesse tipo de paciente.
terça-feira, 10 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Análise quantitativa e molecular de hemoglobina fetal em indivíduos da população brasileira.
Artigo-1
Fichamento:
A hemoglobina fetal (Hb F) é formada por duas cadeias alfa e duas cadeias gama, característica do período fetal do desenvolvimento, com expressão dos genes gG e gA. Após o nascimento, há uma redução da Hb F. Quando ocorre alterações hereditárias, a Hb F permanece aumentada, como nas delta-beta talassemias, nas beta talassemias, e nas persistências hereditárias de Hb F (PHHF). A partir dos resultados de doadores de sangue com Hb F aumentada, objetivou-se avaliar a quantidade dessa hemoglibina F do sangue dos doadores, visando estabelecer os limites normais para a população de São José do Rio Preto, por meio de desnaturação alcalina e HPLC, comparando-se as alterações encontradas nos indivíduos com a Hb F aumentada e assim realizar estudos para avaliar as mutações que alteram as expressões dos genes gama. Foram analisadas 208 amostras de sangue venoso de indivíduos de diferentes etnias, idade e sexo. Destas 119 foram de candidatos a doação de sangue do Hemocentro de São José do Rio Preto e Hemonúcleo de Fernandópolis e 89 de indivíduos pertencentes a programas populacionais de rastramento de hemoglobinas desenvolvidas pelo Laboratório de Hemoglobinas e Genéticas das Doenças Hematológicas(LHGDH). Tais amostras foram submetidas a testes para avaliar o perfil das hemoglobinas. Do total das amostras, 110 foram de doadores de sangue para serem normais para a Hb F, 9 amostras possuíam Hb F acima de 10% e 89 amostras de indivíduos de sangue sem sintomas de anemia ou achados hematológicos e com Hb F aumentada. Nas 110 amostras de indivíduos saudáveis sem sinais nem sintomas de anemia, foram encontrados fenótipos de hemoglobinas anormais, sendo a mais importante, 16,4 com alfa-talassemia. A presença de 10% acima de Hb F nos nove doadores revelou que 44,4% tinha o perfil de Hb AF assiciado à alfa talassemia. Nas 89 amostras em que os indivíduos não apresentavam sintomas de anemia e com Hb F acima dos valores normais vieram de diferentes estados do País, sendo a maioria de São Paulo. A persistência da Hb F após os seis meses de idade pode ser influenciada por defeitos genéticos ligados aos genes gama, associações com algumas hemoglobinopatias ou fatores ambientais. A Hb A2 aumentada é um dos melhores marcadores biológicos para o diagnóstico de beta talassemia heterozigota, no entanto, sua concentração pode ser influenciada pela associação com outros defeitos globínicos, deficiência de ferro e processos infecciosos. Os resultados obtidos mostra a importância da associação de metologias na triagem de hemoglobinopatias em candidatos a doação de sangue. Apesar de apresentarem valores de hematócrito que os admitia para a doação, nos indivíduos testados foram encontradas, além da Hb F aumentada, fenótipos talassêmicos com destaque para as alfa talassemias, confirmadas para 16,4% das amostras triadas. Na comparação das metodologias para a quantificação de Hb F, a HPLC mostrou-se mais eficiente do que a desnaturação alcalina, estabelecendo o perfil de normalidade da Hb F em valor percentual médio de 0,6% para este grupo da população de São José do Rio Preto e região, valor este bem próximo ao preconizado, pela literatura, de 0,4%. Nas análises moleculares dos indivíduos com Hb F aumentada, onde foram avaliados defeitos genéticos que originam beta talassemia, destacaram-se os achados dos mutantes CD6-A (5,3%) de origem mediterrânea e IVS2:654 (1,75%) de origem asiática. Em suma, o estudo evidenciou a necessidade de uma melhor caracterização dos perfis de hemoglobina obtida pelos métodos clássicos e a caracteriazação desses defeitos que reflete na diversidade genética dos brasileiros.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo
Fichamento:
A hemoglobina fetal (Hb F) é formada por duas cadeias alfa e duas cadeias gama, característica do período fetal do desenvolvimento, com expressão dos genes gG e gA. Após o nascimento, há uma redução da Hb F. Quando ocorre alterações hereditárias, a Hb F permanece aumentada, como nas delta-beta talassemias, nas beta talassemias, e nas persistências hereditárias de Hb F (PHHF). A partir dos resultados de doadores de sangue com Hb F aumentada, objetivou-se avaliar a quantidade dessa hemoglibina F do sangue dos doadores, visando estabelecer os limites normais para a população de São José do Rio Preto, por meio de desnaturação alcalina e HPLC, comparando-se as alterações encontradas nos indivíduos com a Hb F aumentada e assim realizar estudos para avaliar as mutações que alteram as expressões dos genes gama. Foram analisadas 208 amostras de sangue venoso de indivíduos de diferentes etnias, idade e sexo. Destas 119 foram de candidatos a doação de sangue do Hemocentro de São José do Rio Preto e Hemonúcleo de Fernandópolis e 89 de indivíduos pertencentes a programas populacionais de rastramento de hemoglobinas desenvolvidas pelo Laboratório de Hemoglobinas e Genéticas das Doenças Hematológicas(LHGDH). Tais amostras foram submetidas a testes para avaliar o perfil das hemoglobinas. Do total das amostras, 110 foram de doadores de sangue para serem normais para a Hb F, 9 amostras possuíam Hb F acima de 10% e 89 amostras de indivíduos de sangue sem sintomas de anemia ou achados hematológicos e com Hb F aumentada. Nas 110 amostras de indivíduos saudáveis sem sinais nem sintomas de anemia, foram encontrados fenótipos de hemoglobinas anormais, sendo a mais importante, 16,4 com alfa-talassemia. A presença de 10% acima de Hb F nos nove doadores revelou que 44,4% tinha o perfil de Hb AF assiciado à alfa talassemia. Nas 89 amostras em que os indivíduos não apresentavam sintomas de anemia e com Hb F acima dos valores normais vieram de diferentes estados do País, sendo a maioria de São Paulo. A persistência da Hb F após os seis meses de idade pode ser influenciada por defeitos genéticos ligados aos genes gama, associações com algumas hemoglobinopatias ou fatores ambientais. A Hb A2 aumentada é um dos melhores marcadores biológicos para o diagnóstico de beta talassemia heterozigota, no entanto, sua concentração pode ser influenciada pela associação com outros defeitos globínicos, deficiência de ferro e processos infecciosos. Os resultados obtidos mostra a importância da associação de metologias na triagem de hemoglobinopatias em candidatos a doação de sangue. Apesar de apresentarem valores de hematócrito que os admitia para a doação, nos indivíduos testados foram encontradas, além da Hb F aumentada, fenótipos talassêmicos com destaque para as alfa talassemias, confirmadas para 16,4% das amostras triadas. Na comparação das metodologias para a quantificação de Hb F, a HPLC mostrou-se mais eficiente do que a desnaturação alcalina, estabelecendo o perfil de normalidade da Hb F em valor percentual médio de 0,6% para este grupo da população de São José do Rio Preto e região, valor este bem próximo ao preconizado, pela literatura, de 0,4%. Nas análises moleculares dos indivíduos com Hb F aumentada, onde foram avaliados defeitos genéticos que originam beta talassemia, destacaram-se os achados dos mutantes CD6-A (5,3%) de origem mediterrânea e IVS2:654 (1,75%) de origem asiática. Em suma, o estudo evidenciou a necessidade de uma melhor caracterização dos perfis de hemoglobina obtida pelos métodos clássicos e a caracteriazação desses defeitos que reflete na diversidade genética dos brasileiros.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo
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